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A crença como experiencia

É uma fato de universal conhecimento que as coisas mudam. Que tudo está sujeito a mudanças em seus aspectos estruturais e formais. É também evidente que percebemos uma ordem no universo seja físico ou social. Tal ordem é que permite o surgimento das ciências e, mesmo que está não se fundamente nesta ordem, ao menos a supõe como princípio para que a ciência possa existir. 

 

Quer os cientistas expliquem essa "ordem" de forma diversa de como nós a concebemos, na prática eles trabalham com a noção de ordem, de uma estabilidade nas coisas que as faz ser o que são ou, ao menos, abrem possibilidades para a sua existência. São os fundamentos metafísicos da ciência.

 

Em nossa existência percebemos que mudamos: envelhecemos, trocamos de carro e até de amores. Periodicamente nossos ossos são substituídos, nossa mucosa do estômago é substituída por outra em poucos dias. Mudamos de opiniões e mesmo de comportamento. 

Na ordem física, social e psicológica deve existir algo que é o substrato para que as coisas sejam assim.

 

 Não parece aceitável que todas as coisas do universo, inclusive nós mesmos, tenhamos essa mudança como fato apenas por coincidência. É pouco crível que os átomos e moléculas de todo o universo combinaram obedecer a leis, se comportarem regularmente. O fato de serem sempre o que são e de se comportarem sempre como se comportam, não nos dá o direito de imaginar que são assim porque são assim e por coincidência absurda resolveram ser todas assim obedecendo a um princípio ordenador comum. Einstein escreveu um livro baseado neste espanto com a ordem: O Enigma da Matemática.

As religiões explicam está permanência na mudança, esta ordem como sendo criada e sustentada por Deus, que por ser imutável, pode promover a ordem e a mudança sem prejuízos para a sua própria realidade de ser Deus.

 

Se apesar de mudamos constantemente, sentimos que somos o mesmo ser que éramos na infância... Mudamos de casa, de corpo e, no entanto, sabemos que ao mudar, algo de nós permanece e somos nós mesmos. É tão real isto que todos assim nos sentimos. Materialistas e espiritualistas concordam nisto. Não falo da minha infância ou adolescência como se falasse de outro ser. E se podemos permanecer a ser o que somos, mesmo mudando de corpo, significa dizer que somos o que somos sem depender do corpo, ao menos este corpo que conhecemos.

Se você e eu podemos ser o que somos mesmo deixando corpos para trás, então, nada impede que continuaremos a ser o que somos mesmo depois de mortos.

 

João Senna: Médico, escritor, palestrante espírita

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