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A obsessão e seus disfarces

A obsessão é a influência negativa que um espírito exerce sobre outro. Comumente, é entendida como a ação de um espírito desencarnado sobre um encarnado, mas nem sempre é assim. A perturbação pode se originar de um encarnado para um desencarnado através da influência mental. A obsessão é sempre um processo que se mantém por influência mental, e esta é atraída de acordo com a semelhança de propósitos, sentimentos e convicções entre os dois espíritos.

No fundo, a obsessão é sintonia e sintonia é união de propósitos ou sentimentos. Se desejo o mal, é natural que espíritos que também o desejam se liguem a mim. Se sou culpado de algo e tenho consciência do erro, é mais que esperado que àqueles a quem devo venham em minha direção. Afinal, a dívida é cobrada junto ao devedor.

Não se imagine, porém, que a causa da obsessão seja a culpa, pois, não é. A perturbação que um espírito exerce sobre o outro decorre da falta do perdão, nos casos de desejo de vingança. Onde existe o perdão, não existe a obsessão, mesmo que persista a culpa. O erro somente é extinto com a sua correção. Certo espírito escreveu através de Chico Xavier: perdão não apaga a culpa, quando o remorso crucia, mas é remédio de Deus que abençoa e anestesia.

Ocorrem processos obsessivos por vários motivos. A simples dedicação ao bem gera inveja e despeito em muitos espíritos. Muitos são os adversários gratuitos do bem. O Espiritismo tem adversários em número incalculável no plano espiritual, como também amigos e fiéis protetores.

As obsessões de maior gravidade, geralmente, decorrem de graves erros cometidos em vidas anteriores, nós não lembramos, mas os espíritos à quem prejudicamos se lembram perfeitamente. É o desejo de vingança que não se extingue apenas porque se passaram muitos anos ou séculos.

Não devemos confundir obsessão com perturbação de natureza espiritual. Na obsessão, o espírito exerce uma maior influência em nossas atitudes e sentimentos, na perturbação ele apenas nos confunde e atrapalha, sem conseguir dominar nossa vida. Os espíritos não vinculados ao bem ou francamente maus, sempre nos perturbam, embora, nem sempre consigam promover a obsessão. É preciso haver a comunhão de pensamentos, sentimentos e atitudes para que se instale o processo obsessivo.

Quais os disfarces da obsessão? Essencialmente, os espíritos perturbadores utilizam os nossos vícios, desequilíbrios emocionais e nossos desvios intelectuais, mas sobretudo nossa indigência de ordem moral. Eles estimulam nossos defeitos como ciúmes, vaidades, intelectualismo, preconceitos, etc… Existe uma ampliação  dos mesmos através de um bombardeia mental continuo. Perturba-se através da lembrança constante daquilo que gostaríamos ou deveríamos esquecer.

Se um homem ou mulher são ciumentos, os espíritos irão utilizar essa insegurança emocional ou desejo de dominação. Imaginemos um marido ciumento que visita sua esposa no trabalho ou encontra o chefe de sua esposa em um restaurante. No encontro, o chefe elogia a esposa do marido ciumento, tece comentários positivos sobre a mesma, qualifica-a como funcionária exemplar, insubstituível.

O marido poderá ficar lisongeado, mas instala-se um pequeno germe de ciúmes. Em uma sexta feira a esposa chega atrasada e diz que teve que permanecer um tempo a mais no trabalho. O marido pergunta porque e ela responde: estava com meu chefe resolvendo um problema de documentação. Outras vezes, o problema se repete em outros dias, pois, a empresa está realmente precisando do trabalho extra de sua funcionária. Temos aí o início do desentendimento familiar podendo chegar à separação.

imaginemos um homem violento e com um grande estresse emocional no trabalho. Justamente no dia em que é demitido, o mesmo é “fechado” por um carro no trânsito. O motorista grita com o outro e quer tirar satisfação. Descem do carro e começam a brigar. Não vemos até morte decorrentes de brigas no trânsito? O mesmo ocorre em bares. Os espíritos podem influenciar ambos os motoristas a fim de gerar o desentendimento.

Outros são expostos a situações onde poderão lucrar financeiramente por meios ilícitos e, quando são materialistas e ambiciosos em demasia, acabam por se envolver em crimes financeiros por encontrarem “por sorte” uma situação muito favorável. Muitas vezes, são espíritos obsessores que promovem os tais acasos e “facilidades”.

E por que os bons espíritos não nos influenciam para que façamos o bem? Por que não emitem ondas mentais com idéias de realizarmos trabalhos voluntários, campanhas em benefício dos necessitados e outras atividades promotoras do bem comum? Na verdade, os bons espíritos nos influenciam continuamente, mas não tem tanto sucesso como os maus espíritos. E por que isso ocorre? Tal se deve ao nosso egoísmo, vaidade e sentimento de superioridade. Simplesmente não lhe damos ouvido, como se diz sobre uma pessoa que não acolhe e obedece os bons conselhos que lhe dão.

Deus permite que exista a obsessão a fim de que cada um desenvolva sua fortaleza moral e emocional junto à situações onde as mesmas precisarão se desenvolver. O orai e vigiai não é apenas um preceito moral destinado somente às pessoas religiosas, mas se estende para todos os seres conscientes da necessidade de perseverarem no bem.

João Senna.

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