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Análise das características de Deus

Tradicionalmente Deus é apresentado como tendo algumas características. Certamente não sabemos todas as características de Deus, mas sabemos algumas de suas características através do raciocínio dedutivo. Mais certamente percebemos o que Deus não pode deixar de ser. É importante refletirmos sobre esse assunto porque dele depende a idéia que podemos fazer de nós mesmos, da finalidade de nossas existências e se, afinal, estamos num bom caminho. Abaixo refletiremos sobre a origem do universo, ou melhor, sobre o início de sua formação porque tal empreendimento nos ajudará entender algumas características Deus.

Einstein e Newton acreditavam que o universo fosse eterno. Bertrand Russel, filósofo materialista e grande matemático, afirmava o mesmo e dizia que "o máximo que podemos dizer do universo é que ele está aí" também acreditava na eternidade do universo e da matéria. A questão se complica quando eminentes físicos e matemáticos aceitam a Teoria da Relatividade de Einstein. Levando em consideração as equações matemáticas desta teoria chega-se à conclusão que o universo não é eterno, ou seja, nem sempre existiu! Fato estranho, pois, admite que o universo veio do nada. O próprio Einstein é obrigado a admitir que, se a Teoria Da Relatividade for verdadeira, então, o universo deveria ter um início. Como algo pode vir do nada? Todas as várias teorias que tentam explicar os resultados da física quântica também admitem um início para o universo.

De acordo com os conhecimentos atuais da física, antes do universo não havia matéria, não havia tempo e não havia espaço. Não se pode nem falar de "antes do universo" pois sem a existência do tempo e da matéria não existe sentido em se falar em antes ou sobre o que havia antes do universo. Não podemos falar que existia um vazio antes do universo, pois um vazio já é algo e algo deve existir em algum lugar e em algum tempo. Ora, não havia nenhum lugar, nenhum tempo e muito menos vazio. Posteriormente os astrônomos descobriram que o universo está em expansão e sua energia está em queda, segundo a segunda Lei da Termodinâmica, tudo o que se expande teve um início. Outra confirmação para um início para o universo.

Se o universo surge do nada, segundo a estranha concepção da ciência que, convenhamos, "não tem pé nem cabeça", é uma aberração da lógica, de qualquer lógica. O fato, porém, é que o universo existe. A causa do universo tem de ser imaterial, pois, o que causou o universo deve ser anterior ao próprio universo, aliás, como toda causa que se respeite! Deve a causa vir antes do seu efeito. Antes do universo não havia matéria, logo, o que causou sua existência é algo imaterial. Outra necessidade para esta causa é a mesma estar fora do tempo, uma causa atemporal. "Antes" do universo não havia tempo, embora, nada impeça que houvesse algo. Temos, portanto, duas características para esta causa: atemporalidade e imaterialidade.
 
Se o universo não é eterno, então, o que causou o universo deve ser uma causa pessoal. Por que isso é necessário? Vamos dar um exemplo para entendermos melhor. Imagine um frasco com um ótimo perfume. Você abre o frasco e sente o perfume. Quando foi que o perfume surgiu? Evidentemente, o perfume do perfume surgiu com o perfume. Não tem porque o perfume passar a cheirar depois de algum tempo. A fragrância do perfume é tão velha quanto o líquido que contém o perfume. O perfume não tem como decidir se vai ou não exalar uma fragrância e quando vai começar a exalar perfume. O perfume não é um ser pessoal.
 
Em lugar do perfume, imaginemos Deus e o universo. Se o universo fosse uma necessidade inerente à existência de Deus, então, o universo seria eterno como Deus. Se Deus fosse o perfume e o universo a fragrância do perfume, o universo deveria ser eterno. O universo não é algo necessário, não é obrigado a existir, existe por uma causa. Deus é a causa do universo, e uma causa pessoal, pois, somente um ser pessoal e consciente pode decidir quando e como o universo deveria surgir. Na Bíblia temos o universo surgindo pela vontade de Deus. De fato, o universo não surge por distração de uma causa.

Se Deus é imaterial, então, deve ser eterno. O que impede algo de existir? Eu, por exemplo, gostaria de ter uma casa em uma fazenda. O que impede isso? Bem, o fato é que não tenho dinheiro e isso impede a casa de existir. Por que sem dinheiro a casa não pode existir? Ora, por que a casa não é feita de imaginação, mas de tijolo e outros materiais. Se a casa fosse imaterial nada impediria que existisse. A sorte é que Deus é imaterial e sendo imaterial nada impede que venha a existir. Deus não tem partículas, não é feito de partes, não tem perfume ou cor. Se nada impede a existência de Deus, então, Deus sempre existiu e, por isso, é eterno. É uma pena que "minha casa na fazenda" não possa ser imaterial.
 
Se Deus é imaterial, então, não está sujeito a ser roubado, não enferruja, não fica velho. De fato, Deus não pode mudar, por isso, temos outra característica de Deus: é imutável. Se Deus tudo fez, torna-se evidente que ele esteve em todos os lugares. Se Deus é imaterial, não pode haver partes de Deus faltando em algum lugar, pois, Deus não tem partes, é imaterial. Se Deus não pode faltar em qualquer parte, então, está em todas as partes do universo. Temos a onipresença como outro atributo de Deus.

 Se Deus tudo fez, então, Deus sabe fazer todas as coisas. Se Deus sabe fazer todas as coisas, então, sabe resolver todos os problemas. Embora, não seja obrigado a resolver todo problema. De fato, não existe nada que Deus não saiba. Deus é onisciente. A grandiosidade do universo e o fato de nada existir além do universo nos permite afirmar que Deus é onipotente. Quem tudo fez não pode deixar de ser o responsável por tudo.  Se fez tudo o que existe, tem o máximo poder possível e quem tem o máximo poder e tem onisciência, não pode deixar de ser perfeito.

Se Deus é onipotente e onisciente, como poderia deixar de ter bondade infinita? Não é lógico dizer que a maldade possa ser o resultado de uma inteligência suprema e causa de todas as coisas. É admissível acreditar que a maldade surja da ignorância, do desejo, mas nunca de um ser de infinita sabedoria e inteligência, um ser onisciente. A reencarnação, o livre arbítrio do ser humano e a lei de causa e efeito nos permitem entender a existência do mal e por que Deus não impede o mal.

 
 Temos algumas explicações das características de Deus. Certamente, essa não é toda a verdade sobre Deus e bem presunçoso seria o que afirmasse o contrário. Embora não saibamos tudo sobre Deus, sabemos o que Deus não pode deixar de ser. Algumas das coisas que Deus não pode deixar de ser é explicado nesse texto. Percebemos que um ser onipotente e consciente, de infinita sabedoria e amor jamais criaria seres destinados à imperfeição. Somos imortais graças ao amor e onipotência de Deus. Devemos justificar a nossa existência e honrá-la através do nosso desenvolvimento moral e intelectual. Não um desenvolvimento precário e nebuloso, mas o que surge de uma vontade firme e esclarecida. Não uma encenação de bondade, mas uma bondade verdadeira. Não se nasce por acaso e não se evolui  com orgulho e egoísmo. Temos a caridade, a justiça, a fé, a esperança e acima de tudo temos Jesus, nosso modelo e guia a nos levar até Deus.

João Senna – Médico, escritor, palestrante, voluntário na Accabem


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