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Física Quântica

Um dos pais da mecânica quântica, Max Planck, disse: mede-se o valor de uma ideia através das forças contrárias a esta ideia. É um fato que as concepções vazias ou criadas para agradar estão destinadas a sumirem por conta própria. É que a mentira ou o erro não satisfazem nem ao mentiroso, nem ao que está errado e chega um dia, nesta vida ou na outra vida em que todas as mentiras e erros são abandonadas devido a inutilidade que carregam.

A despeito do erro ter data de validade, ele pode persistir por tempo absurdamente impensável, sua inconveniência não encontra-se apenas na esfera intelectual, o erro pode acabar com a alegria e nos trazer muita tristeza. É por isso que o erro deve ser combatido, ele não é bom para ninguém.  A primeira vítima da mentira é o mentiroso. Combater erros não significa combater pessoas, pois, tal atitude faz surgir o fanatismo religioso, o cerceamento da liberdade científica nas academias, os regimes totalitários. Jesus ensina que Deus não quer a morte do pecador ( aquele que erra), mas do pecado. Quer que o pecador se arrenda e viva. João evangelista declara: arrependei-vos e crede no evangelho, pois, é chegado o dia do Senhor.

Em O Livro Dos Espíritos, Allan Kardec afirma: o Espiritismo é o inimigo mortal do materialismo. Observem que é inimigo do materialismo, não do materialista. Muitos grupos formados por materialistas afirmam que o Espiritismo é contra os ateus, mas o espiritismo como um dos representantes do cristianismo, não é contra ninguém, aliás, é o maior amigo dos ateus. O inimigo do ateu é ele mesmo, mesmo sem querer. Se o ateísmo for um erro, como poderá ser bom para alguém? O Espiritismo, apesar de ser contra muita coisa, não é contra ninguém.

A ideologia materialista ganha força, sobretudo, na Europa. Claro que o materialismo sendo um erro, não poderia crescer por méritos próprios. Ele cresce devido ao vazio cultural e intelectual deixado pelas religiões que, em geral, não são nada convincentes. Declaram que Deus ama suas criaturas para depois mandar para o inferno um contingente apreciável das criaturas que ele mesmo criou e diz amar. É óbvio que um povo avançado intelectual e culturalmente não iria ter simpatias por tais colocações da fé não racional.

Neste cenário desolador para o cristianismo surge William Craig Lane, nascido nos Estados Unidos. Doutor em filosofia pela Universidade de Birmingham na Inglaterra e pós-doutorado em teologia pela  universidade Ludwig-Maximillians-Universitat Munchen, na Alemanha.
lane se destacou desde a adolescência quando foi campeão estadual de oratória. Toda sua vida parece ter sido uma preparação para a defesa do cristianismo nos meios acadêmicos e no ambiente popular. Estudou graças a bolsas de estudo para o doutorado. Nunca teve dinheiro para estudar fora dos Estados Unidos. A sua sólida formação acadêmica parece ter sido não apenas o resultado de uma competência intelectual, mas acima de tudo, uma obra de Deus.

A importância de William Craig Lane deve-se não apenas ao fato de defender o pensamento cristão, mas como ele o faz e onde o defende. É um debatedor calmo e, insuportavelmente, racional como admitem muitas pessoas contrárias às ideias por ele defendidas. Realiza debates em grandes universidades americanas e europeias onde o cristianismo é observado como uma mera curiosidade histórica ou um conto de fadas. Os mais competentes e famosos ateus não tem obtido sucesso ao debaterem com Craig.

Defende a veracidade da existência de Deus através de argumento moral, cosmológico e ontológico. Admite que o argumento cosmológico é o seu preferido, mas é o menos convincente. O argumento moral para a existência de Deus é o que causa embaraço aos ateus, pois, estes defendem valores morais objetivos sem terem uma razão para isso. Não conseguem justificar, dentro do ateísmo, o motivo de a crueldade ser errada. O filósofo ateu e matemático lógico Bertrand Russell e o filósofo ateu Nietzsche também declaram que não existe fundamento objetivo e lógico para o bem, para o certo ou o errado, sem a existência de Deus. Entretanto, estes dois célebres materialistas, sem razão alguma, acreditavam em valores morais objetivos e não acreditavam em Deus!

Certa vez, em um debate, Lane foi acusado de preconceituoso. Ele perguntou o motivo. A pessoa disse: o senhor disse que os materialistas e ateus mão podem ser bons ou são imorais. E Lane fala: minha senhora, eu nunca disse isso. Não disse que o ateu não pode ter valores morais ou fazer o bem, apenas disse que não podem justificar o bem com a filosofia materialista. Se vocês dizem que a religião é irracional, eu  também tenho o direito de afirmar que vocês é que, sendo racionais, não tem argumentos racionais para o que fazem. O sentimento de vocês diz para serem bons, mas o raciocínio diz: o bem não existe, é fruto do hábito e da cultura. Assim, fazem o bem como um favor ao próximo e não por acreditar no bem. E um favor nem sempre pode ir muito longe e, naturalmente, pode deixar de ser prestado.
Neste momento, a professora de ética na universidade, a mesma que acusou Lane, disse: o senhor tem amigos? E todos riram.

Lane, em debates públicos, pulveriza o argumento materialista usando o argumento do próprio materialista que está combatendo suas idéias. Tal atitude é desconcertante para os estudantes e professores materialistas que assistem entusiasmados os debates e ao mesmo tempo tristes ao verem suas filosofias afundando como o navio Titanic. Certa vez Lane falou em debate público para 6500 pessoas em uma igreja nos Estados Unidos. Oitenta por cento do público disseram que Lane  foi mais convincente. Quarenta ateus afirmaram abandonar o ateísmo devido à lógica dos argumentos.

Lane afirma que seu objetivo não é converter pessoas ao cristianismo através do uso da razão, mas criar um ambiente cultural favorável a uma concepção espiritualista da existência como, por exemplo, crer em Deus e na  imortalidade da alma. Quarenta por cento dos jovens na Europa abandonam a crença religiosa ao entrarem na faculdade. Tal se deve à fraqueza de argumentos  que a religião oferece. Tais jovens não conseguem vencer filosofias materialistas que fazem indagações que parecem ser pertinentes e contrárias à existência de Deus e da alma. Ao perceberem que sua religião não possui argumentos contrários às tais ideias, acabam por abandonar ou relativizar as verdades do cristianismo. Não é que as religiões estejam erradas, o problema é que fazem afirmações sem uma justificativa. São coma  criança que diz: eu quero isso. A mãe pergunta: por que? E o filho responde: porque sim.

Ao observar o papel deste filósofo, não podemos deixar de nos lembrar do Apóstolo Paulo visitando povos pagãos e como foi difícil sua tarefa. O apóstolo afirma que o cristianismo era escândalo para os judeus ( formalismo religioso) e loucura para os gregos ( materialismo) e nos lembramos também da frase que Kardec coloca no início de O Livro Dos Espíritos: Fé inabalável o é, somente aquela que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade.
William Lane, muito obrigado.

Autor: João Senna; Médico, escritor, palestrante


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