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Submissão

Sinto dizer, mas é preciso:
Nunca quis ser submisso.
E seria tão bom e fácil, se fosse.
Que bom poder dizer :sim senhor, não senhor,  onde? A que horas? Quando? E disponha,
Mas nada disso podia ter sido
Se até mesmo me espanta o ruído de coisas banais?

E o sentido da vida? Sempre o procurei
E depois de tanto o encontrei.
Deu-me trabalho, eu sei, como sei.
Mas se tivesse sido como o homem banal, aquele homem igual a tantos outros homens, uma homem igual a mim, mas sem mistérios, sem procura, sem ruminações.
Mas, novamente confesso que não o fui,
Sempre procurei o inusitado, a beleza que ninguém via, a vida existente no existente que ninguém via.

Poderia ter sido o homem social e cortes, mas nem sempre gentil. Que é manso dentro da sua monotonia e banalidade. Mas não era para mim
É por isso fui como fui, fui assim.

Vou contar o homem que pudera ter sido, se tivesse existido de forma diversa, uma forma sem forma, forma, um forma elástica e social
Que cabe em qualquer lugar onde a voz é presa e rouca e a comida é pouca. Um voz de jornal.

Vou revelar o homem inexistente
Que não saber para onde vai e se vai
Que não sabe se olha pra frente ou pra trás.
O homem inexistente não sabe coisa alguma
Não sabe se tem coragem ou covardia
Se toma um banho inteiro ou lava a cara na pia.
Não sabe quando deve rir ou chorar, observa antes e imita a originalidade depois de voltar
Da sua previsibilidade
O homem inexistente não faz coisa alguma, exceto, o que todos esperam

Não sabe filosofia, não lhe interessa religião,
Elogia a ciência como elogia um cão
Que passa abanando, você sabe o que
O homem inexistente não sabe de nada
Vive em redes sociais, tem amores virtuais,
tem prazeres sem iguais
por que ninguém os sente jamais
O homem inexistente não dá sinais.

Vive ora triste, ora contente
Não sabe o que diz, não sabe se mente
Não lhe importa o jornal
Nem  desconfia sobre o que é o normal
Desconfia de tudo sem saber ao certo
 o que tem por perto
O homem inexistente não quer saber de nada
Não quer saber de política, não lhe interessa a poesia.
Esquece da namorada
 Não sabe que sua vida depende de outras vidas
Sendo igual a tudo
Se sente diferente.
O homem inexistente não quer saber de nada
 Vive apressado mesmo no feriado,
Encontra-se estafado
Mesmo que aposentado
O homem inexistente não vive o que quer e como pode
Esse homem não quer saber de nada.

ESPÍRITO: F:G
Médium: João Senna.


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