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Uma parábola, à luz do espiritismo

Era uma vez o filho de um rei bondoso, justo e poderoso. Em seus domínios este rei não era apenas respeitado, mas amado.

Todos nele viam não apenas o poder mas sobretudo, a disposição incansável de ser amigo de todos, sem com isso agir distante da justiça que caracterizava suas ações, pensamentos e leis.

Certa vez nosso adorável legislador supremo percebeu que muitos de seus filhos agia de forma arrogante e mesmo maldosa. A maldade, como todos sabem, é aquela atitude voluntária e consciente de fazer o que se sabe ser errado. A filosofia e as religiões chamam de pecado esta atitude deliberada e contrária ao bem.

Preocupado com o mal caminho em que iam os habitantes do seu Reino, o monarca enviou mensageiros que os advertissem da vereda incerta e dolorosa que trilhavam e infelizmente esses mensageiros foram vítimas de zombaria por parte de alguns, de3sprezo por outros e mesmo agressões pelos mais exaltados e renitentes.

Nosso Rei, paciente e compreensivo como todo pai, enviou cópias das Leis de Deus, que eram usadas em seu Reino, para cada uma dessas almas revoltadas e distraídas....mas, ainda assim, nada conseguiu.

O problema é que, no uso indevido e infeliz do seu livre arbítrio, esses habitantes começaram não apenas a fazer mal a si mesmos.

Eles iniciaram um processo de instabilização da própria harmonia desse reino. Pessoas bondosas e justas passaram a ser exploradas, a ciência usada para fins indignos, a cultura tornou-se parceira da mentira, na mão daquelas almas. Percebeu o governante que se seus filhos agiam deliberadamente no mal, é porque não aprenderam no amor e no uso da razão o que apenas saberiam aprender com a visita da dor.

O Rei reuniu os seus súditos para explicar-lhe suas urgente deliberações. Iniciou seu discurso desta forma: “Filhos do meu coração,  estou tomado de compaixão pelas vossas dores, dores criadas por vós mesmos no uso indevido do livre arbítrio. Liberdade que, aos poucos, têm transformado em algemas de dor para vós mesmos e para vossos irmão.

Sabeis que o livre arbítrio não é o passaporte que lhes dei para a maldade e a loucura. A imperfeição de vossas almas permite que façais loucura, mas de forma alguma é o motivo destas loucuras. Tendes em vós mesmos as causas de vossa  queda.

A consciência que desenvolvestes ao longo de muitas eras será alei que usarei para o vosso julgamento. Não pensei que ao réu seja dado o direito de legislar em causa própria, embora quando justos serão aceitos.

A consciência é minha lei inseparável em vossas almas, mas não tendes condições morais para julgardes a vós mesmos. Revoltados e insubmissos como andais, apenas colhereis a dor e a loucura. Determino que a cada um seja dado de acordo com suas obras e julgado pelo nível de entendimento que cada um alcançou. Enviarei alguns para um reino distante e de acordo com suas disposições e necessidades. Outros retornarão a este reino em situação de constrangimento afim de que possam disciplinas as emoções doentias e a moral deturpada pelo egoísmo. Nenhum de vós, porém, ficará distante de mim ou sem meu amoroso amparo.

Texto de João Senna – médico, escritor e palestrante.

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